segunda-feira, 16 de setembro de 2024

AGRESSÃO EM DEBATE A PREFEITURA DE SÃO PAULO!

 

foto terra/google

Nada justifica a violência, por mais que queiram afirmar que foi uma atitude "humana" de uma pessoa insultada e humilhada em rede pública. A verdade é que se um candidato ou candidata não consegue se controlar diante de um debate, por mais baixos, mentirosos e vis que sejam os argumentos do concorrente, o que esperar da reação dessa pessoa, caso eleito, diante da pressão dos graves problemas de uma cidade?
Qualquer pessoa pode questionar como a justiça eleitoral permite que uma pessoa minta e engane o eleitorado desse jeito, sem que haja um pronunciamento das autoridades sobre isso, porque de fato é confuso como, pelo fato se ser um candidato ou candidata, uma pessoa tenha o direito de mentir, fazer acusações das quais não pode provar, ou até mesmo representar um ou uma personagem fictícia, que não condiz com sua vida real, tudo no intuito de enganar o eleitor, sem que hajam consequências para um comportamento claramente fraudulento, ou pelo menos consequencias visíveis.
Assim como também é confuso como parte do eleitorado apoie e se divirta com um personagem desses, sabendo que o destino de sua cidade e das pessoas com quem convive, e a quem se quer bem, sejam entregues nas mãos de tal indivíduo repulsivo e incompetente confesso, pois na medida que precisa mentir para atingir seus objetivos, é porque tem certeza que, sendo quem é, jamais seria eleito.
Assistir a esse circo de horrores faz com que qualquer pessoa de bom senso tenha dificuldade em acreditar naqueles que irão representar a todos após eleitos, porque a impressão é que todos são iguais, já que estavam presentes ao mesmo espetáculo lamentável, embora a maioria dos candidatos e candidatas, foram tão espectadores quanto todos nós. Nós sabemos perfeitamente que nem todos e todas são iguais, que os partidos são diferentes, com histórias distintas, que existem homens e mulheres sérios, com ideias divergentes de como resolver os problemas, é verdade, mas que querem mesmo prestar um serviço a comunidade. Cabe ao eleitor ou eleitora identificar quais as idéias e as pessoas tem mais capacidade de resolver os problemas que ele ou ela enfrentam no seu cotidiano, o que nem sempre é fácil, mas entender e aceitar isso faz parte da democracia.
O que não faz parte da democracia, nem mesmo de um mínimo de civilidade, é que qualquer disputa, seja eleitoral ou não, descambe para a violência, seja pelo motivo que for.



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