quarta-feira, 11 de setembro de 2024

AINDA FALANDO SOBRE NATUREZA

 

foto BBC/google

Pra quem ainda acha exagero o se fala sobre o mal da agreção a natureza, a revista Galileu publicou uma notícia sobre a infecção de uma pessoa de origem chinesa, picada por um carrapato.
Carrapatos sempre foram agentes infecciosos. Ocorre que esse é um novo vírus denominado "vírus da zona úmida" ou simplesmente "WELV"
Coincidência que em todo o mundo, diversas novas doenças estejam afetando a raça humana, com coisas que foram responsáveis, inclusive, por uma pandemia que custou milhões de vidas humanas?
Ou será que a devastação do meio ambiente está trazendo para os centros urbanos agentes agressivos com os quais os seres humanos não tinham contato antes?
A coisa tá ficando muito feia"

QUEIMADAS

 

foto infomoney/google


As queimadas que estão acontecendo principalmente em Goias, Amazonas e Mato Grosso, é o símbolo atual da tragédia que é a loucura humana.
Tudo bem que o tempo seco contribui e muito para propagação etc, mas certamente não fosse a agreção humana o problema seria infinitamente menos grave.
Por menos que as pessoas inocentes queiram, essa conta está se avolumando e caso não haja uma reversão em toda a degradação promovida no planeta, principalmente gerada por disputas de poder mesquinhas e pela ganância, chegaremos a um ponto sem volta e nosso habitat natural se tornará hostil a vida.
Triste, mas real!

POESIA

 

 

 



APELO

Liberdade devia ter

A força da expressão

Pra que se usasse no canto

O total da inspiração



Se o canto brota de dentro

Pra fora se faz sair

Senhores cortam pedaços

Que a gente volta a engolir



Se o canto vem natural

Das guerras, fome ou amores

Entendam como consolo

Não calem a voz dos cantores

Pra que o canto liberdade

Rebrote nas faculdades

Na voz de novos senhores



Eu quero que o meu canto

Seja um potro campo afora

E não um cavalo manso

Tocado à força de esporas



Eu quero dos grã-senhores

Maior sensibilidade

Pra ver o canto liberto

Cantando toda a verdade


REMINISCÊNCIAS


Toca Maria Fumaça

Mata minha ânsia de piá

Estamos entre estações

Do Itapevi e Jacaquá

Passa o Tigre o Passo Novo

Mais um passo e estamos lá



Meu Alegrete me espera

Com sua linda estação

Onde gente chega e parte

Comi diferente emoção

Quem chega conforta a alma

Quem sai parte o coração



Quero ir na praça grande

Da Intendência e da Matriz

Ver os arcos coloridos

Das águas do chafariz

E rezar no monumento

Aos heróis do meu país



Quero ouvir o Caruncho

Apitar pedindo plata

Vou na pracinha da ABA

Dar um pão para o Batata

Que, do tio lá da Sampaio,

Ganhou mais uma gravata

Quero matinê no Glória

Sorvete Bacachiri

Passear na Ipiranga

- Fazer “futi” por ali

Quero lembrar o Alegrete

Dos meus tempos de guri


*Moacir D’Ávila Severo é poeta. Um dos fundadores da Casa do Poeta de Alegrete. Premiado em diversos Festivais Nativistas do RS.

terça-feira, 10 de setembro de 2024

 

Urbanismos em áreas que condicionam o crescimento habitacional dentro do perímetro urbano



Luiz Adolfo Fernandez Grillo*





Publicamos, a seguir, as importantes contribuições apresentadas pelo arquiteto Luiz Adolfo Fernandez Grillo para subsidiar o debate de candidatos a Prefeito e vereadores frente ao tema urgente e fundamental do planejamento urbano de Alegrete, sobretudo considerando o período eleitoral que estamos vivendo.



1- Urbanismo em áreas de inundações:



Áreas atingidas pelo Rio Ibirapuitã

Áreas atingidas pelo Arroio Regalado/Restinga

Áreas atingidas pelo Rio Caverá.

A: Demarcação das áreas atingidas pelas enchentes.



B: Cadastramento de habitações atingidas pelas enchentes, número de unidades por lote, regularizado ou não e número de pessoas por habitações.



C: Na Restinga, cercamento gradativo e definitivo de toda área atingida pelas inundações, incluindo ruas e habitações, fazer monitoramento através de uma guarda montada, e fazer o remanejamento gradativo dos moradores conforme investimentos em loteamentos populares pelo poder público. Durante este processo, dar início nas instalações de um parque municipal, com áreas esportivas e de lazer, cujas instalações prediais de infraestrutura (vestiarios/sanitarios/administração) deverão ser executadas em cotas superiores às da enchente máxima).



D: Nas áreas contíguas ao Rio Ibirapuitã e Caverá, comunicar a transferência dos moradores para "outros locais". Em caso de moradores com título imobiliário definitivo, tratar os trâmites para acordos compensatórios e desapropriações.

E: Elaboração de projeto de paisagismo e Urbanismo de toda orla do Rio Ibirapuitã integrado à Avenida Eurípedes Brasil Milano, desde a Ponte Borges de Medeiros (inclusive acesso público a todas áreas no entorno do prédio do CTG Farroupilha) até o Parque do Porto dos Aguateiros.



F: Nos bairros Vila Nova e Canudos, deverão ser elaborados os mesmos serviços de evacuação das áreas atingidas, porém com controle de retorno diferente das outras áreas.



2- Urbanismo em torno da Rede Ferroviária.



Áreas com potencial turístico.

Áreas degradadas.

Áreas da Gare e Prédios auxiliares.



A: Recuperação dos Prédios da RFFSA, dar novas funções e usos (públicos ou privados) e a partir deles integrar o Bairro Vila Nova para dentro da cidade, através de projetos urbanísticos, além de dar outra opção de continuidade viária, para desafogar as duas possibilidades atuais.

B: No prolongamento da Avenida Alexandre Lisboa, em frente ao Praça dos Patinhos", na área contígua a área da ferrovia, projetar um passeio com áreas de exposições de produtos artesanais e feiras de frutas de época, preservando a área de acesso aos areeiros pelo pontilhão existente.



C: Em todo trecho, deverão ser cobradas da concessionária da Rede Férrea, sinalizações, manutenção e limpeza permanente.





3. Urbanismo contíguos a áreas militares:



Áreas externas às unidades militares:

Urbanização e pavimentação de passeios públicos.

Ações compensatórias com o município, em atividades de manutenção e limpeza urbana.



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Estrutura técnica/funcional para atender projetos:



1: Criação de um setor independente de Planejamento somente para gerenciamento destes projetos:



-Viabilidades

-Levantamentos técnicos

-Cadastro imobiliário

-Setor jurídico

-Projetos

-Financiamentos

-Avaliação permanente do PDDU.


 


RITO DA INDEPENDÊNCIA / GRITO DOS EXCLUÍDOS

Todos e todas temos imenso orgulho pela Independência do Brasil, cuja data cívica comemoramos no Sete de Setembro. Não obstante, a historiografia contemporânea nos diz que as ideias gerais que temos a respeito não correspondem exatamente aos fatos históricos daquela época. Mesmo o famoso quadro Independência ou Morte, pintado por Pedro Américo, que nos vem à memória ao repensarmos esses momentos, corresponde mais à imaginação do artista e à necessidade de afirmação do sentimento nacional brasileiro do que a acontecimentos reais. Pedro Américo nasceu vinte e um anos após a Independência e o quadro foi pintado sessenta e seis anos depois dela. Teve como inspiração outras obras que retratavam batalhas e feitos épicos europeus, sendo esse um pouco o espírito que o quadro quer nos inspirar.

Um detalhe, entretanto, talvez represente um pouco do sentimento crítico do pintor sobre esses acontecimentos. No canto de baixo, do lado esquerdo, aparece um homem do povo, possivelmente negro, vestido com roupas simples que contrastam com as vestimentas militares do próprio Dom Pedro e sua caravana, tocando um carro de bois e apenas olhando para a cena. É possível que o pintor queira, com essa imagem, transmitir a mensagem que a Independência foi forjada pelas elites, sem envolvimento algum do povo simples e trabalhador do Brasil.

Efetivamente, nossa Independência foi um arranjo de parte das oligarquias dirigentes com a Família Real dos Orleans e Bragança, de amplos lastros nas monarquias europeias, que estendeu compromissos até 1889. Diferentemente de outros países sul-americanos que juntamente com sua independência proclamaram a República e libertaram os escravizados, no Brasil isso só aconteceu com o final do Império, em1888 e 1889. Mesmo assim, como foi dito, nada deve abalar nosso sentimento de orgulho pela Pátria.

A pintura de Pedro Américo retrata o momento do Grito que sela nossa Independência. Porém, podemos pensar que esse, que é um grito dos altos poderes da nação, sufoca milhares ou milhões de outros gritos, os gritos de socorro, de horror, de fome, de abandono, de milhões de brasileiros e brasileiras, desde então até os dias de hoje. São gritos que ficam trancados nas gargantas porque não têm possibilidades, ambiente ou ‘autorização’ para se manifestar.

Esse é o motivo que levou setores da Igreja Católica Romana, como a Semana Social, as Pastorais Sociais e a CNBB, a criar, em 1993/1994, o movimento Grito dos Excluídos, hoje chamado Grito dos Excluídos e Excluídas, como uma forma de dar vez e voz a essa parcela massacrada e marginalizada da população. A data de referência é o Sete de Setembro aludindo ao Grito de Independência, mas também a que o Grito dos Excluídos e Excluídas deva ser ouvido e providências tomadas quanto à emancipação social e possibilidades de vida digna no país. Desde então, o Grito alcançou grande ampliação e é hoje um movimento ecumênico e inter-religioso e está presente em centenas de cidades.

Em que consiste o Grito dos Excluídos e Excluídas? É uma manifestação popular carregada de simbolismo, que integra pessoas, grupos, entidades, igrejas, pastorais e movimentos populares e sociais comprometidos com as causas dos excluídos e excluídas. Ele brota do chão e é vivido na prática das lutas populares por direitos.  São realizados diversos tipos de programações, como caminhadas, desfiles, celebrações especiais, romarias, atos públicos etc., não apenas no dia, mas previamente e posteriormente a ele.

Neste ano, em que se comemora 30 Anos de Resistência do Grito, o tema é: Vida em Primeiro Lugar! E o lema: Todas as formas de vida importam. Mas quem se importa?

Neste Sete de Setembro haverá muitas programações em várias partes do país. Se em sua região se realizar alguma atividade em relação ao Grito dos Excluídos, não deixe de participar. É necessário somarmos forças, em toda a sociedade brasileira, em favor de vencermos nossas imensas disparidades sociais.

Prof. Luiz Eduardo Prates



ECONOMIA COM O DIEESE

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